2.0 O
Registro do Windows e os ficheiros INI
O
Registro é um grande banco de dados utilizado pelo
Windows para o armazenamento de informações
referentes a programas e periféricos instalados, além
de informações sobre preferências dos usuários. Ele já
existia no Windows 3.x, porém era pouco utilizado pelos
programadores, que preferiam a utilização de arquivos
do tipo "INI".
Para quem não sabe, arquivos INI armazenam
informações de configuração de um determinado
programa. O próprio Windows utiliza basicamente dois
arquivos INI para armazenar suas configurações: Win.ini,
que armazena informações sobre programas instalados e
System.ini, que armazena informações sobre periféricos
instalados (hardware). No caso do Windows 3.x, cada
programa criava um arquivo INI próprio. Por exemplo, o
Word 6 criava e utilizava um arquivo chamado Winword6.ini
para armazenar suas configurações - como, por exemplo,
o diretório onde o Word ia buscar seus modelos.
A utilização de arquivos INI apresentava alguns
problemas. Para começar, quanto mais programas
instalados em seu micro, mais arquivos INI eram criados
no diretório do Windows. Programas antigos em sua
maioria não possuíam assistentes para a sua desinstalação
do micro. Com isso, muito usuários, para remover o
programa do micro, acabavam simplesmente apagando
manualmente o diretório ocupado pelo programa (com o
comando Deltree ou similar) e seus ícones no Windows. É
claro que a maioria acabava esquecendo de apagar os
arquivos INI do programa que ficavam armazenados no diretório
do Windows (aliás, esse procedimento ainda tinha um
agravante: a maioria dos programas acrescenta arquivos
DLL no diretório do Windows; simplesmente apagar o diretório
do programa não faz com que esses arquivos sejam
apagados, fazendo com que arquivos ocupem inutilmente
espaço no disco rígido do micro).
Outro problema é que arquivos INI são facilmente
editáveis através de qualquer editor de texto, já que
são arquivos ASCII (TXT). Uma simples mudança mal feita
pelo usuário em um arquivo INI pode fazer com que o
programa deixe de funcionar - ou mesmo o Windows inteiro,
caso o usuário faça alguma besteira nos arquivos Win.ini
e System.ini.
Talvez o maior problema seja na organização. O
conteúdo de arquivos INI pode ser editado e colocado em
qualquer ordem. Ao acessar um arquivo INI, o programa terá
de filtrar o arquivo e buscar exatamente a informação
que procura. Isso pode tomar algum tempo extra. O
Registro, ao contrário de arquivos INI, é totalmente
organizado; quando um programa necessita buscar uma
informação, ele simplesmente sabe onde ela está
armazenada: não é necessário filtrar o Registro. Com
isso, a busca por informações no Registro é muito mais
rápida do que em arquivos INI.
O papel do Registro é armazenar todas as informações
que antes eram armazenadas em arquivos INI e muito mais.
No Windows , por motivos de compatibilidade, os
arquivos System.ini e Win.ini continuam existindo.
Programas antigos (por não conhecerem o Registro) ou mal
escritos (preguiça do programador em aprender como o
Registro funciona) continuam criando e usando arquivos
INI armazenados no diretório do Windows ao invés de
usar o Registro.
O
Registro é bastante enigmático. Isso foi feito de propósito, de modo
a dificultar a sua manipulação
por usuários xeretas. Ele é armazenado em um formato próprio
e que só pode ser lido e manipulado por programas específicos.
O Windows vem com um programa editor de registro,
chamado Regedit. Esse programa não possui atalho no menu
Iniciar, justamente para não facilitar sua edição. Você
pode chamá-lo simplesmente executando o arquivo c:\windows\regedit.exe
e, caso queira virar um "expert" em Registro,
sugerimos criar um atalho para ele ou na Área de
Trabalho ou no menu Iniciar. Ao executar o Regedit, tome
o cuidado de somente ler os dados contido no Registo e
nunca alterá-los (pelo menos por enquanto).
Fisicamente falando, o Registro está armazenado
em dois arquivos: System.dat e User.dat. Esses arquivos
estão ocultos no diretório do Windows. É interessante
notar que muitas informações do Registro são dinâmicas
e colhidas durante o boot do micro (por exemplo, as
configurações de dispositivos Plug and Play não são
armazenadas nos arquivos do Registro, mas sim lidas do
periférico durante o boot). Mesmo não estando
armazenadas em nenhum arquivo, informações dinâmicas
ficam disponíveis no Registro, para que programas possam
facilmente acessá-las através do Registro.
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