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7. O correio electrónico (E-mail)

Enviar mensagens para outros usuários é um dos recursos mais usados da Internet. Mesmo quem há muito deixou de escrever cartas para amigos recupera o prazer de uma hora para outra utilizando o correio electrónico.

Com o correio electrónico, pode-se enviar uma mensagem para qualquer usuário da rede. Em questão de minutos, o texto chega ao destino. A vantagem é que o destinatário não precisa estar conectado à Internet no momento em que a mensagem chega. O texto fica armazenado em uma espécie de caixa postal electrónica até que o usuário entre de novo na rede. Depois de ler a mensagem, é possível respondê-la imediatamente, imprimi-la ou enviar cópias para outras pessoas.

Para entender o Tráfego dee-mail na Internet

As estações de trabalho UNIX sempre são identificadas por um nome e por sua vez as diversas redes são identificadas por outros nomes, conhecidos por domínios. Como os recursos computacionais nesta época (final dos anos 60 e início dos anos 70) eram extremamente caros, as estações de trabalho eram compartilhadas entre os pesquisadores e cientistas, cada um possuindo uma conta de identificação para utilização da estação, que, por sua vez possuía outro nome.

Quando surgiram os primeiros sistemas de e-mail na então ARPANET, tomou como arquitectura o cenário descrito acima. Criou-se então um sistema de entrega que, para enviar uma mensagem a um usuário desta rede, só necessitaria endereçar correctamente a conta, a máquina e a rede do usuário conhecido.

Suponha que um pesquisador chamado John Doe fosse identificado para um sistema UNIX de nome chemical como jdoe e esta máquina estivesse ligada na rede da Universidade da Califórnia (UCLA), cujo nome é ucla.edu.

Para enviar um e-mail para John Doe, simplesmente endereçaríamos nossa correspondência para jdoe@chemical.ucla.edu.
Esta regra de endereçamento permanece até hoje. Quando queremos enviar um e-mail para alguém, precisamos dizer para quem se destina a correspondência, indicando o nome da conta de usuário, em que computador se encontra esta conta, indicando o nome da máquina, e em que rede se encontra esta máquina, indicando o domínio.

O único avanço que ocorreu neste sistema de endereçamento é que podemos, hoje em dia, indicar somente em qual rede se encontra a conta do usuário, podendo então no nosso exemplo enviar para jdoe@ucla.edu ao invés de jdoe@chemical.ucla.edu.

SMTP (Simple Mail Transfer Protocol)

O SMTP é o protocolo de entrega de e-mails mais antigo e é baseado na arquitectura de rede em que todas as máquinas estão ligadas o tempo todo.

Protocolo é um conjunto de regras pelo qual os computadores se entendem entre si, em que um computador fica sabendo como transmitir dados para e o como receber dados dos outros computadores. Quando você deseja enviar uma mensagem, o protocolo a ser empregado é o SMTP.

O SMTP não obriga que o computador de origem se comunique directamente com o computador de destino. A transmissão pode ser feita passando a mensagem de computador em computador até seu destino final, e isto representa uma falha potencial de segurança, pois um computador no caminho, por mal funcionamento ou má intenção de seu operador, pode fazer cópias dos e-mails que passem por ele, ou simplesmente ficar com todas as mensagens!

Outro risco potencial deste protocolo é não ser necessário senha de identificação, portanto qualquer um pode se identificar como xpto@dominio.com e enviar uma mensagem sob este nome.

POP (Post Office Protocol)

Com a evolução da Internet, cada vez mais usuários passaram a comunicar-se via modem. Desta forma o SMTP, que pressupõe comunicação on line entre os computadores, deixou de ser um protocolo satisfatório para recepção de e-mails, pois muitos usuários não acede aos seus e-mails directamente no sistema UNIX que recebia as mensagens, mas de suas residências ou estações remotas.

Para solucionar este problema, foi criado o protocolo POP, no qual são criados espaços de armazenamento em servidores para posterior entrega ao usuário.

Neste sistema, o endereçamento é feito do mesmo modo que no SMTP, porém a conta destinatária reside num servidor e não directamente no computador que o usuário utiliza para receber e-mails.

Para aceder a seus e-mails, o usuário entra em contacto com o servidor que armazena suas mensagens, identifica-se através de uma senha e solícita seus e-mails. As mensagens são então transferidas para o computador do usuário, podendo ser apagadas do servidor através de solicitação do usuário.

O único risco neste protocolo é alguém descobrir sua senha, podendo então ter acesso às suas mensagens.

A prática

Na realidade, ninguém precisa saber detalhadamente como funcionam os protocolos de comunicação, pois os programas existentes fazem esta interface com os servidores.

Por outro lado é importante conhecer de modo geral o funcionamento da entrega de e-mails, para que possamos tirar melhor proveito de nosso software e também sabermos os perigos que corremos ao enviar uma simples mensagem.

Todo software de gerência de e-mails hoje necessita ao menos de quatro configurações básicas:

  • Servidor SMTP: Serve para indicar para qual servidor transmitiremos as mensagens que estamos enviando, que por sua vez se encarregará de transmitir ao destinatário. Enviamos nossa mensagem para um servidor intermediário, pois nossa conexão via modem não é tão estável quanto uma linha dedicada (canal) de um servidor. Normalmente apontamos este servidor para o de nosso provedor de acesso, pois a transmissão de dados será mais rápida, mas nada impede que utilizemos qualquer outro servidor SMTP do planeta!
  • Servidor POP: Indica qual servidor armazena temporariamente as mensagens que recebemos. É necessário que tenhamos uma conta neste servidor. Normalmente é o servidor do provedor de acesso.
  • Conta (User Account): É o nome de nossa conta em nosso provedor. Normalmente é o mesmo nome que consta em nosso e-mail. É necessário senha para aceder.
  • E-Mail: Identificação de nosso endereço electrónico. Note que você poderá colocar qualquer endereço que funcionará do mesmo jeito. Note ainda como é fácil assumir a identidade de outra pessoa.
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