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3. Criando os primeiros scripts
Primeiro Exemplo Neste exemplo, criaremos um script com uma saída simples, que servirá para testar se a instalação foi feita corretamente: <html> Salve o arquivo como "primeiro.php3" no diretorio de documentos do Apache (ou o Web Server escolhido). Abra uma janela do navegador e digite o endereço "http://localhost/primeiro.php3". Verificando o código fonte da página exibida, temos o seguinte: <html> Isso mostra como o PHP funciona. O script é executado no servidor, ficando disponível para o usuário apenas o resultado. Agora vamos escrever um script que produza exatamente o mesmo resultado utilizando uma variável:
<html> Utilizando formulários HTML Ao clicar num botão "Submit" em um formulário HTML as informações dos campos serão enviadas ao servidor especificado para que possa ser produzida uma resposta. O PHP trata esses valores como variáveis, cujo nome é o nome do campo definido no formulário. O exemplo a seguir mostra isso, e mostra também como o código PHP pode ser inserido em qualquer parte do código HTML: <html> Ao salvar o arquivo acima e carregá-lo no browser, o usuário verá apenas um formulário que contém um espaço para digitar o texto, como visto na figura 01. Ao digitar um texto qualquer e submeter o formulário, a resposta, que é o mesmo arquivo PHP (indicado pela constante $PATH_INFO, que retorna o nome do arquivo) será como na figura 02:
Isso ocorre porque o código
PHP testa o conteúdo da variável $texto. Inicialmente ele
é uma string vazia, e por isso nada é impresso na primeira
parte. Quando algum texto é digitado no formulário e submetido,
o PHP passa a tratá-lo como uma variável. Como no formulário
o campo possui o nome "texto", a variável com seu conteúdo
será $texto. Assim, no próximo teste o valor da variável
será diferente de uma string vazia, e o PHP imprime um texto antes
do formulário.
Interagindo com o browser PHP também permite interagir com informações do browser automaticamente. Por exemplo, o script a seguir mostra informações sobre o browser do usuário. As figuras 03 e 04 mostram o resultado visto no Netscape Communicator e o Microsoft Internet Explorer, respectivamente. <html>
Observe que o resultado mostra características de cada browser, como a versão, e no caso do Communicator até o idioma ("en"). Com isso, se você criar uma página com recursos disponíveis somente no Internet Explorer, por exemplo, pode esconder o código dos outros browsers, com um código semelhante ao seguinte: <html> Neste exemplo, será apenas exibido um texto informando se está sendo utilizado o Microsoft Internet Explorer ou não, mas para outras funções poderia ser utilizado algo semelhante. É bom notar o surgimento de
mais uma função no código anterior: strpos(string1,string2).
Essa função retorna a posição da primeira aparição
de string2 em string1, contando a partir de zero, e não retorna
valor algum se não ocorrer. Assim, para testar se a string $HTTP_USER_AGENT
contém a string "MSIE",
basta testar se strpos devolve
algum valor.
Acessando Bancos de Dados Neste documento todos os exemplos referentes a acesso de bancos de dados utilizarão o gerenciador de banco de dados MySQL, que pode ser copiado gratuitamente no site http://www.mysql.org. Para interagir com uma base de dados
SQL existem três comandos básicos que devem ser utilizados:
um que faz a conexão com o servidor de banco de dados, um que seleciona
a base de dados a ser utilizada e um terceiro que executa uma "query"
SQL.
Conexão com o servidor A conexão com o servidor de banco de dados mySQL em PHP é feita através do comando mysql_connect, que tem a seguinte sintaxe: int mysql_connect(string /*host [:porta]*/ , string /*login*/ , string /*senha*/ ); Os parâmetros são bastante simples: o endereço do servidor(host), o nome do usuário (login) e a senha para a conexão. A função retorna um valor inteiro, que é o identificador da conexão estabelecida e deverá ser armazenado numa variável para ser utilizado depois. No nosso exemplo, temos como servidor de banco de dados a mesma máquina que roda o servidor http, como login o usuário "root" e senha "phppwd": $conexao = mysql_connect("localhost", "root", "phppwd"); Assim, se a conexão for bem
sucedida (existir um servidor no endereço especificado que possua
o usuário com a senha fornecida), o identificador da conexão
fica armazenado na variável $conexão.
Seleção do banco de dados Uma vez conectado, é preciso selecionar o banco de dados existente no servidor com o qual desejamos trabalhar. Isso é feito através da função int mysql_select_db, que possui a seguinte sintaxe: int mysql_select_db(string /*nome_base*/, int /*conexao*/ ); O valor de retorno é 0 se o comando falhar, e 1 em caso de sucesso. O nome da base de dados a selecionar é o primeiro parâmetro fornecido, seguido pelo identificador da conexão. Se este for omitido, o interpretador PHP tentará utilizar a última conexão estabelecida. Recomenda-se sempre explicitar esse valor, para facilitar a legibilidade do código. No nosso exemplo, a base de dados a ser selecionada possui o nome "ged": mysql_select_db("ged", $conexao); Após a execução
desse comando qualquer consulta executada para aquela conexão utilizará
a base de dados selecionada.
Execução de queries SQL Após estabelecida a conexão e selecionada a base de dados a ser utilizada, quase toda a interação com o servidor mySQL pode ser feita através de consultas escritas em SQL (Structured Query Language), com o comando mysql_query, que utiliza a seguinte sintaxe: int mysql_query(string consulta, int [conexao] ); O valor de retorno é 0 se falhar ou 1 em caso de sucesso. Sucesso aqui significa que a consulta está sintaticamente correta e foi executada no servidor. Nenhuma informação sobre o resultado é retornada deste comando, ou até mesmo se o resultado é o esperado. No caso da consulta ser um comando SELECT, o valor de retorno é um valor interno que identifica o resultado, que poderá ser tratado com a função mysql_result() e outras. A string query não deve conter ponto-e-vírgula no final do comando, e o identificador da conexão é opcional. Vamos criar uma tabela como exemplo: $cria = "CREATE TABLE exemplo (codigo
INT AUTO_INCREMENT PRIMARY KEY, nome CHAR(40), email CHAR(50))"; Agora vejamos como ficou o código completo para executar uma query SQL numa base de dados mySQL, com um exemplo que cria uma tabela chamada exemplo e adiciona alguns dados: $conexao = mysql_connect("localhost",
"root", "phppwd"); Tratamento de resultados de query SELECT Ao executar uma query SQL SELECT através do comando mysql_query, o identificador do resultado deve ser armazenado numa variável que pode ser tratada de diversas formas. Duas maneiras interessantes de fazê-lo usam o comando mysql_result e o comando mysql_fetch_row, respectivamente. O comando mysql_result tem a seguinte sintaxe: int mysql_result(int resultado, int linha, mixed [campo]); Onde resultado é o identificador do resultado, obtido com o retorno da função mysql_query, linha especifica a tupla a ser exibida, já que uma query SELECT pode retornar diversas tuplas, e campo é o identificador do campo a ser exibido, sendo o tipo descrito como mixed pela possibilidade de ser de diversos tipos (neste caso, inteiro ou string). Vejamos um exemplo utilizando a tabela criada anteriormente: $consulta = "SELECT nome, email FROM
exemplo WHERE email LIKE ‘costa’"; É importante notar que a utilização desta função é um pouco trabalhosa, já que no caso de um resultado com várias linhas é preciso controlar o número de linhas para tratá-las (pode-se utilizar a função mysql_num_rows(int resultado), que retorna o número de linhas de um resultado), e no caso de uma alteração no nome do campo é preciso alterar também a maneira de tratá-lo. Por isso é mais aconselhável que se use uma outra função, como por exemplo mysql_fetch_row, que possui a seguinte sintaxe: array mysql_fetch_row(int result); A variável resultado é o identificador da memória de resultados, obtido como retorno da função mysql_query. O resultado produzido por esta função é de retirar a primeira linha da memória de resultados, se houver, e colocá-la num array. Assim torna-se mais fácil tratar um resultado com várias linhas, e sem utilizar os nomes dos campos na rotina de tratamento do resultado:
$consulta = "SELECT nome, email FROM
exemplo"; O código acima irá imprimir todos os registros da tabela exemplo numa tabela html. Se o programador desejar "pular" alguma(s) linha(s) do resultado, poderá utilizar a função mysql_data_seek, que tem por objetivo definir qual será a próxima linha da memória de resultados a ser impressa. Sua sintaxe é: int mysql_data_seek(int resultado, int linha); Sendo resultado o identificador do resultado e linha o numero da linha. Retorna 0 em caso de falha, e um valor diferente de zero em caso de sucesso. Existem diversas outras funções para o tratamento de resultados, que armazenam as linhas em arrays e objetos, assim como outras funções para administrar o banco de dados, mas como este documento trata-se de uma introdução, inicialmente não tratará tópicos mais avançados.
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